15 de novembro de 2008

NOSSO FILME(ou...Memórias Futuras-episódio 1)

Ao contrário dos textos anteriores, este ainda não aconteceu (mas quem sabe em breve?)

Cinema é coisa para namorados, não para amantes. Cinema é um lugar
público, com risco de se encontrar muitas pessoas e por si só implica em um romantismo não permitido àqueles que deveriam se "esconder". Mas como em tudo, sempre há alguma maneira de burlar estas convenções sociais, e somos craques nisso.

Chegamos separados à sala de cinema onde passava o filme que iríamos ver. Havíamos combinado de comprar bilhetes para a última fila, em um horário de pouco movimento. Quando entrei ele já estava lá, a minha espera. Trocamos um olhar que, por si só, foi o suficiente para acender meu corpo. A vontade era entregar-me já, naquele momento! Mas as luzes ainda estavam acesas e havia pessoas entrando. Fomos prudentes e nos contivemos.
Assim que tudo ficou escuro, sentamos lado a lado, em uma daquelas poltronas duplas, e com a pessoa mais próxima algumas fileiras a frente. Nos entregamos a um beijo deliciosamente demorado, um misto de desejo e saudade acumulada durante todos aqueles dias que ficamos sem nos ver (e, principalmente, sem nos tocar).

Um beijo, um só beijo e éramos novamente um. Um desejo, uma vontade... a de sermos um corpo só outra vez.

Era verão, o que permitiu que vestisse apenas um vestido leve e solto e uma sandalinha. Ele de camiseta e calças jeans.

Enquanto nos beijávamos senti o volume em suas calças aumentar. Sem pensar abri-a devagar (para não fazer barulho), coloquei a minha mão ali dentro e comecei a acaricia-lo. Sem conseguir que nossas bocas se separassem, continuei a toca-lo e a sentir meu corpo cada vez mais humido e quente. Abri seu cinto e o botão da calça. A cueca já começava a ficar lambuzada de prazer. Beijei seu pescoço, e fui descendo pelo peito e pela barriga. Conferi se ninguém nos observava. Não resisti e cai de boca naquele pau duro. Chupei, chupei e como chupei aquela coisa deliciosa. Primeiro devagarinho, acariciando a glande com a minha língua, fazendo todo seu contorno. Depois colocando tudo aquele membro rijo na minha boca, sugando com toda vontade. Ouvia sua respiração ofegante, mas não podia gemer ou fazer qualquer outro som. E eu continuava a chupa-lo, lambe-lo e de vez enquanto dava mordiscadas em suas coxas e virilha. Ai, como me deleitava com aquela cena!! Dar lhe prazer e vê-lo quase explodindo em minha boca era o maior tesão. Mas quando percebi que estava quase vindo, diminui o ritmo, parei. Seu rosto (ou o que eu consegui ver no breu) era um misto de satisfação e surpresa, e seu olhar pedia mais e mais. Foi o que dei, e como dei!!
Enquanto ele se recuperava um pouco, tirei a calcinha e entreguei a ele, para ver que já não havia mais nada em baixo do vestido, e para sentir o quão molhado aquilo tudo estava me deixando. Quando ele fez menção de tocar-me também, segurei a sua mão e a coloquei no meu seio. Levantei a saia e sentei-me naquela pica que ainda estava dura e a minha espera. Sentei, mexi, remexi. Sentia-o exatamente onde eu o queria, fundo dentro de mim. Sentia mais e mais prazer. A cada movimento ficava mais difícil controlar a vontade de gritar e deixar que todos ali soubessem o tesão que eu sentia. Apertava os lábios e ouvia-o sussurrar ao meu ouvido: "Isso fode-me, gostosa!" Ai, como aquilo me excitava! Eu mexia mais e mais, subia e descia naquele pau. A mão que antes estava no seio, agora massageava meu clitóris, enquanto a outra apertava minhas coxas com força, como se fosse possível ir ainda mais fundo. Nosso ritmo era frenético, queríamos mais e mais prazer e sabíamos que podíamos, fodemos muito ainda, até que não aguentamos e em um gemido simultâneo gozamos.
Ouvimos o "pisss!!" de alguém a frente, demos uma risadinha de cumplicidade e nos recompusemos e vimos o restante filme abraçados, como namorados.
À saída, mais uma vez, eramos apenas conhecidos que cumprimentam-se de longe. Mas agora com um sorriso de felicidade estampado na face.

Nenhum comentário: