23 de setembro de 2008

No carro pode?



Só não pode como (em momentos de improviso ou falta de outro lugar) pode ser muito bom. Mas depois falamos disso...


Nosso terceiro encontro (ou pelo menos o terceiro com interesses... eu diria... mais "privados" ou íntimos) se deu de forma um tanto ... turbulenta. O plano inicial era mais uma vez (apesar do risco) irmos para minha casa. No entanto, dessa vez as meninas com as quais eu divido apartamento (e sabiam muito bem que tenho namorado) estavam acordadas, no "susto" a melhor desculpa que nos saiu foi a necessidade de pegar alguns arquivos e músicas que eu tinha em meu computador. A cena hilária foi quando uma delas vendo meu "amigo" apenas de relance o confundiu com meu namorado e chamou-lhe pelo nome (eles até tem algumas semelhanças, mas ela ficou toda constrangida).

Nenhum sinal de que alguém pretendesse dormi tão cedo, a solução foi irmos a um café próximo e esperar. Estranhamente foi a primeira vez que conversamos um pouco mais sobre cada um de nós, não que fizesse muita diferença, até porque... com o prazer que eu já havia descoberto que ele era capaz de provocar no meu corpo, acho que nada que ele pudesse dizer me removeria do intuito de "devora-lo" mais uma vez. Mas ok... era preciso fazer tempo e lá estávamos, o assunto? Não lembro de ter prestado muito atenção, acho que falamos de formação profissional, alguma coisa das nossas vidas particulares, mas eu só conseguia me fixar naquele olhar de desejo e naquele corpo (já o imaginando, pelo menos, sem camisa) a encostar no meu.

Voltamos, da frente do edifício ainda víamos luzes acesas no apartamento. Elas ainda estavam acordadas. Sem muito o que fazer... a solução foi aproveitar e dar uma volta de carro, com a esperança de na volta já estar tudo escuro e silencioso.

Toda cidade tem seus cantos "obscuros", os quais quase todos "casais" sabem (no mínimo, caso ainda não tenho lá ido) onde fica. No nosso caso não era diferente. Um lugar bastante visitado durante o dia por turistas, crianças e pessoas mais idosas, cujo um dos principais atrativos a a grande área arborizada e de muita natureza. Árvores essas que a noite oferecem aos amantes (no bom sentido da palavra) pequenos recantos de privacidade. Fosse por falta de lugar melhor, fosse por pouco tempo (afinal ele ainda precisava voltar para casa), ou por um tesão excessivo que não conseguíamos mais controlar (e podem estar certo que essa última hipótese é a muito mais provável), estacionamos onde nos sentimos minimamente "protegidos" de olhares alheios. As mãos, que já no caminho começaram a "brincar" entre nossas pernas, já não tinham motivos, nem vontade, de serem controladas. As bocas, mais uma vez, entregaram-se mutuamente. E, naquela situação, era impossível freiar todos os nossos desejos mais libidinosos.

Passamos ao banco de trás, tomando o devido cuidado de proteger os estofos claros e fáceis de manchar. Os vidros, cada vez mais embaçados, aumentavam a sensação de liberdade e de privacidade. Em instantes nossos corpos nus se completavam dando vazão a tanto desejo até então controlado. Podia senti-lo dentro de mim, e como cabe tão bem ali. Mexendo, acomodando, procurando tomar todos os espaços e desvendando as zonas de maior prazer. Me penetrava com desejo, com força, mas com um olhar doce de quem não queria que aquele momento acabasse. Ai como foi tão bom depois de tantas e tantas estocadas poder gozar naquele pau duro e desejoso de ainda mais prazer. Me coloquei de gatas e sussurrei que aquele doce todo era dele e pedi para comer-me. Aquela simples frase parece ter incendiado o seu corpo que já fervia de prazer e ele veio para dentro de mim ainda com mais vontade, e mais e mais, até que (depois de me ver chegar ao auge mais uma vez) entregou-se e inundou-me com aquele jato quente e delicioso.

Depois de um breve momento de descanso e aconchego em seus braços... hora de voltar para casa. Até então o plano era cada um voltar para a sua casa. Contundo, chegamos a frente do meu prédio, as luzes todas apagadas e ninguém na rua...apenas um beijo de despedida e tudo estaria resolvido. Como se fosse possível beijar aquela boca e não reacender o fogo que nos fazia querer mais e mais, sem pensar muito saímos do carro, subimos as escadas, muito silenciosamente entramos no meu quarto e lá fui sua muitas vezes mais.

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